Se Duì apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: há uma alegria disponível agora — não eufórica, não performada — e ela vem do encontro com outros que estão dispostos a trocar de verdade.
Lago sobre lago: o trigrama do alegre duplicado. O caractere 兌 sugere algo como abertura da boca, troca. A imagem clássica é a de dois lagos que se comunicam — o que está em um corre para o outro, e o nível se iguala. Alegria aqui é o efeito dessa comunicação, não causa dela.
O que o livro aconselha não é busca de prazer nem reserva contra ele, mas comparecimento. Discutir e praticar com amigos: a frase da imagem é instrução literal. A alegria de Duì é a do estudo compartilhado, da conversa que abre, da prática que dois fazem juntos. Não é solitária por natureza; isola-se em isolamento, multiplica-se em troca.
Duì aparece na sequência do Rei Wen logo após Xùn — primeiro a penetração suave, depois a alegria que dela nasce quando o vento que circulou foi vento bom. O livro nos lembra que comunicação real tem como subproduto natural a alegria; quando a comunicação está fluindo bem, o ar fica leve.