Se Xùn apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: o resultado que importa agora se obtém por persistência sutil, não por gesto único. O vento entra em todo lugar porque não força nenhum.
Vento sobre vento: o trigrama do penetrar suave duplicado. O caractere 巽 sugere algo como inclinar-se, ceder, entrar por baixo. A imagem clássica é o vento que percorre o bosque sem partir nenhum galho — força mínima por encontro, força máxima pela continuidade.
O que o livro aconselha não é grandes movimentos nem ostentação, mas pequena persistência direcionada. Tenha para onde ir: o vento sem direção apenas agita o ar. Encontre a grande pessoa: alguém com peso que confirme a direção. Difunda as ordens, execute o decretado: a frase da imagem é literal. Repetir é o trabalho.
Xùn aparece na sequência do Rei Wen logo após Lǚ — primeiro a errância, depois a aprendizagem do que move sem força. O livro nos lembra que quem viajou aprende a entrar em lugares sem barulho; a virtude do errante eventualmente se torna a virtude do vento.