Se Jǐng apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: há uma fonte — uma prática, uma relação, uma instituição, um princípio — que continua oferecendo o que sempre ofereceu, e o trabalho agora é voltar a ela em vez de procurar outra.
Vento embaixo, água em cima: a água tirada de profundidade pela ação que sobe. O caractere 井 desenha exatamente a boca quadrada do poço antigo. A imagem é a do que não muda enquanto tudo em volta muda — a base estável que permite que a vida acima continue acontecendo.
O que o livro aconselha não é nostalgia nem inovação forçada, mas manutenção. A corda precisa chegar; a vasilha precisa aguentar. A fonte está lá, mas o acesso a ela depende de instrumento bem cuidado. Vão e vêm: o poço continua poço — desde que ninguém esqueça de baixar o balde até em baixo.
Jǐng aparece na sequência do Rei Wen logo após Kùn — primeiro a opressão, a seca, depois a redescoberta da fonte que sempre esteve por baixo. O livro nos lembra que quem atravessou Kùn aprende a buscar mais fundo; o poço serve melhor a quem já passou sede.