Se Fù apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: depois de uma estação escura, a luz volta. O retorno é real, mas é muito pequeno ainda — um único traço yang na base, e cinco yin acima.
Trovão embaixo, terra em cima: o trovão soterrado, ainda inaudível, mas vivo. O hexagrama corresponde ao solstício de inverno na cosmologia clássica chinesa — o ponto exato em que o ano vira e a luz começa a crescer de novo. O caractere 復 significa voltar.
O que o livro aconselha não é entusiasmo nem expansão, mas guarda. Os antigos reis fechavam os passos no solstício; o broto novo não tolera trânsito. Sete dias e o caminho se volta: o ritmo do retorno tem sua própria pequena lei. Mova-se com ela, não contra.
Fù aparece na sequência do Rei Wen logo após Bō — primeiro a decadência completa, depois o primeiro broto do que volta. O livro nos lembra que renovação real só nasce depois que o desfazer terminou de desfazer; tentar pular essa estação produz apenas falsas retomadas.