Se Dà Yǒu apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: o leitor tem mais — em recursos, em capacidade, em tempo, em afeto — do que de costume, e a pergunta agora não é como conseguir mais, é como conduzir o que já está em sua mão.
Céu embaixo, fogo em cima: a luz no ponto mais alto possível, vendo tudo. Um único traço yin na quinta posição governa cinco traços yang — uma mente generosa governando uma força ampla. A grande posse não é arrogância; é o oposto, é a humildade necessária para conter abundância sem se perder nela.
O que o livro aconselha não é gozo nem acúmulo, mas administração lúcida. Freie o mal, enalteça o bem: a expressão é literal. Em estações de abundância, o que se distribui se multiplica; o que se retém apodrece. A virtude aqui é prática — saber para onde dirigir o excedente.
Dà Yǒu aparece na sequência do Rei Wen logo após Tóng Rén — primeiro a companhia certa, depois a abundância que ela torna possível. O livro nos lembra que riqueza durável raramente é solitária; ela cresce em comunidade e se sustenta pela maneira como a comunidade a vê.