Se Bǐ apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: há uma comunidade — pequena ou grande, formal ou tácita — que pede a presença do leitor, e a presença tem que ser escolhida, não tropeçada.
Água sobre a terra: cinco traços yin reunidos em torno de um único traço yang na quinta posição. Toda a estrutura aponta para um centro, e ao centro convergem as adesões. O julgamento exige uma consulta interior — 原筮, voltar à origem — antes do compromisso. Quem se une por hábito ou inércia já se separou.
O que o livro aconselha não é entusiasmo, mas discernimento. Quem chega inquieto, ainda assim chega — e é acolhido. Quem demora demais perdeu o ponto. A hora tem urgência sem ter pressa: o leitor é responsável por reconhecer quando a porta está aberta e por entrar enquanto está.
Bǐ aparece na sequência do Rei Wen logo após Shī — primeiro o exército, depois a comunidade que não precisa mais de exército. O livro nos lembra que toda estrutura disciplinada deseja se dissolver na união espontânea, e que essa união só se forma quando há um centro digno em torno do qual reunir-se.