Se Kuí apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: o leitor e algo ou alguém à sua frente estão em desencontro, e o desencontro não tem como ser resolvido num gesto grande.
Lago embaixo, fogo em cima: as duas naturezas mais opostas do livro, indo cada uma para seu lado. O caractere 睽 significa olhar de lado, divergir. A imagem não é de inimizade declarada; é de estranhamento — duas coisas que deviam estar juntas e não estão.
O que o livro aconselha não é forçar a aproximação nem cortar a relação, mas pequenas reconciliações. Em assuntos pequenos, auspicioso: a frase do julgamento é literal. Um gesto pequeno funciona; um plano grande de reaproximação fracassa. A diferença se respeita, e dentro da diferença se procuram os poucos pontos em que ainda há contato.
Kuí aparece na sequência do Rei Wen logo após Jiā Rén — primeiro a casa bem feita, depois o estranhamento que aparece quando a casa não foi bem feita ou já não pode ser. O livro nos lembra que oposições verdadeiras quase sempre nascem dentro do que já foi próximo; e que reconhecê-las sem fingir que não existem é o começo de qualquer reparo possível.