Se Xián apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: há uma atração real entre o leitor e algo — ou alguém — e a atração é mútua. Os dois lados se modificam.
Montanha embaixo, lago em cima: a quietude da pedra abaixo da reflexão da água. O caractere 咸 sugere algo como totalidade, ou influência sentida por toda parte. A imagem clássica é a do cortejo — não negociação, não conquista, mas reconhecimento.
O que o livro aconselha não é avanço nem reserva, mas presença atenta. Receber com o coração vazio: a frase da imagem é instrução literal. Quem influencia querendo controlar perde a influência; quem se abre verdadeiramente é o que o outro pode tocar. A virtude aqui é não tentar dirigir o encontro.
Xián abre a segunda metade do livro na sequência do Rei Wen — depois dos trinta primeiros, que traçam o cosmo, vêm os trinta e quatro que tratam das relações humanas. O livro nos lembra que a vida em comum começa pela influência mútua, não pela autoridade; e que toda autoridade que tenta pular essa estação fracassa cedo.