Se Yí apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: o leitor está sendo convidado a olhar para o que se alimenta — em comida, em informação, em companhia, em pensamento — e para o que pela própria boca devolve ao mundo.
Trovão embaixo, montanha em cima: a forma do hexagrama desenha uma boca. O ideograma 頤 mostra um maxilar. A imagem clássica é literal e ampla — nutrir-se é uma operação física, mental, emocional, ritual; tudo o que se ingere se torna parte de quem ingere.
O que o livro aconselha não é dieta nem censura, mas atenção. Observe o que nutre — os outros e a si mesmo. Seja cauteloso com as palavras: o que sai da boca é parte da nutrição que o leitor oferece ao mundo. Moderação no comer, moderação no falar: a virtude é dupla, e simétrica.
Yí aparece na sequência do Rei Wen logo após Dà Chù — primeiro a grande acumulação, depois a atenção ao que se ingere para que a acumulação seja sã. O livro nos lembra que o corpo, em sentido amplo, é feito do que entra nele; e que cuidar disso é uma forma quieta de inteligência.