Se Xū apareceu em sua leitura, o livro está nomeando uma condição, não uma previsão. A condição é esta: o leitor já fez o que podia fazer, e o resto não depende de mais esforço — depende do tempo.
Céu embaixo, água em cima: as nuvens já estão lá, prontas para abrir em chuva. Mas o livro lembra que apressar a chuva não a faz cair. A espera de Xū não é a paralisia de quem não sabe o que fazer; é a disciplina de quem sabe que sabe, e ainda assim segura o impulso.
O que o livro aconselha não é vigília nervosa, mas confiança. Coma, beba, mantenha o coração alegre — esta é a instrução explícita da imagem. A inquietação corrói; a presença sustenta. Quando a hora chegar, atravesse as grandes águas; até lá, conserve a forma.
Xū aparece na sequência do Rei Wen logo após Méng — primeiro o aluno que aprende a perguntar, depois o adulto que aprende a esperar. O livro nos lembra que paciência é uma das poucas habilidades que não vem com a idade nem com o esforço; vem do exercício deliberado de não agir quando ainda há gosto pela ação.